Duas semanas depois de assumir o meu primeiro cargo de diretor-geral de hotel, aos 33 anos, sentia-me como um tigre enjaulado.
Queria correr para a operação e resolver tudo sozinho, mas obriguei-me a ficar no escritório. Na terceira semana, compreendi porquê.
O privilégio de dirigir um hotel traz uma enorme responsabilidade. O edifício parece vivo, a operação é imensa. É como ser presidente de uma pequena cidade.
Foi então que percebi algo que mudou tudo.
A primeira qualidade de um grande diretor-geral é a humildade. O poder não é uma arma; é uma oportunidade para liderar. O respeito não se exige: conquista-se.
A segunda é a igualdade. Para o hóspede, não é o diretor-geral a pessoa mais importante. É o copeiro, a empregada de andares, o chef. Sem eles, não há experiência.
A terceira é a capacidade de ouvir e perguntar. Nenhum diretor-geral sabe tudo. Os melhores não receiam aprender com qualquer pessoa, especialmente com quem está na linha da frente.
Liderar não é controlar. É reunir a orquestra. Pode ser o maestro, mas cada músico conta. Nunca se esqueça: o sucesso é de todos.