Mediocridade: qualidade daquilo que não é muito bom.
Entrou nas nossas vidas de forma tão discreta que quase já não damos por ela. Serviço banal nos restaurantes. Indiferença nos hotéis. Filas intermináveis e olhares vazios nos serviços públicos.
E quando alguém presta um serviço verdadeiramente excelente, chamamos-lhe «extraordinário» — simplesmente porque é raro. Esse é o problema.
Baixámos as expectativas. Esperamos pouco. Aceitamos o mediano. Ficamos agradavelmente surpreendidos quando algo «não é mau».
As empresas tentam combater a mediocridade com slogans: «Serviço excecional», «Experiência única», «Os melhores». Mas dizê-lo não o torna verdade. Baixar preços também não resolve; apenas acelera o declínio.
Como mudar? Começa com padrões claros, formação e uma liderança que se recusa a aceitar resultados medianos. E talvez também com clientes que deixem de recompensar a mediocridade.
A excelência não devia ser invulgar. Devia ser normal. Não seria bom?